Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011

A MATANÇA

 

Embora hoje em dia a matança seja quase sempre antecipada para antes do Ano novo, e digo isto porque era pelo mês de Janeiro que elas tinham o seu epilogo, as mesmas ainda são um ponto de encontro e de alguma forma uma diversão por entre os participantes, exceptuando claro está os protagonistas principais.

 

Como sabemos o delicioso fumeiro Transmontano provem destes "porquinhos' que tão diligentemente foram tratados ao longo de um árduo ano de trabalho e que agora nos dão essa bonança que trataremos de retratar em outros posts.

 

 

Embora as novas modernices se apliquem no que ao tratamento da queima nos referimos, para o blogue da aldeia este "requinho" foi tratado como se fazia em tempos passados. Com o "fachuco" de palha. Era assim que aquela bela cor acastanhada surgia sobre a pele destes animais e para quem sabe o que acabamos de referir, meia palavra basta.

 

Dependendo no tamanho do(s) "bicho(s)" a palha que vinha em molhos chegava sempre bem limpinha dos palheiros. Enrolada no fachuco era um "mimo" ver a mesma a dar aquela cor sagrada.

 

 

Com uma mangueira com agua bem fria e umas pedras que por alguns conterrâneos eram guardadas religiosamente para este evento, a lavagem da pele é assim o próximo passo no processo da matança. Era imperativo a lavagem do porco para poder ser "aberto" e as diferentes partes do mesmo divididas para o consumo assim como para o fumeiro.

 

 

Eis o inicio da operação "abrir o porco". Neste momento o matador com a sua faca muito bem afiada vai cortando a "couracha" fazendo um corte ao longo da barriga para que os intestinos possam assim serem removidos mais facilmente. Embora pareça uma forma arcaica de cortar e separar as varias carnes do porco, esta era no entanto uma das mais importantes.

 

 

Já pendurado na adega e sobre o olhar atento daqueles que por sinal andam atrás da "roncadeira" ou apenas a "bexiga" para dar uns toques de futebol o pobre animal vai exibindo os seus belos presuntos que mais tarde serão tratados em sal e fumados para poder dar a todos nos o famoso presunto de Chaves.

 

Finalizamos o post de hoje agradecendo ao Afonso e Daniel a amabilidade e disponibilidade pelas fotos enviadas para poder mais uma vez retratar a matança em Castelões. Para eles vai o nosso muito obrigado e a continuação de um bom ano novo. Nos próximos posts iremos abordar o nosso fumeiro que tão tradicional e gostoso é. Até lá um bom fim-de-semana para todos.

 

Publicado Por Aldeia de Castelões às 02:02

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