Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011

POEMAS DE INVERNO

 

A temperatura está baixa,
o som do vento é agudo em alguns pontos.
Da boca sai uma engraçada fumaça branca,
da coberta sai um calor invisível.

Lá fora chove fino,
o movimento de pessoas é fraco,
a movimentação de carros é contida.
Os galhos das árvores dançam com o vento.

A lareira aqui dentro,
é quentinha como o quê.
O café da manhã reproduz o cheiro ótimo,
do bolo quente e do café passado.

As blusas tomam conta do corpo,
que já está quentinho,
porém ainda preguiçoso.
Os pés estão envoltos por uma grossa meia de lã.

O dia continua arrastado,
quase pedindo clemência,
ou querendo se recolher para dormir,
ou até querendo apenas um copo de café quente,
para se manter lá fora.

O olhar das pessoas continua condizendo...
Sim, frívolo leitor,
condizendo com a estação que imagino agora,
a estação de minha imaginação!

Os gestos são suaves,
a energia é muito poupada.
Livros bons aparecem junto ao sofá e ao edredom,
sem contar nos deliciosos arrepios na nuca,
que vem e vão.

Nenhuma aparência carrancuda,
apenas aparências cansadas e sentidas,
talvez sentidas “daquela cama”.
Pessoas rezando pelo seu rápido retorno ao quente lar.

Agora me vou entrar em outra aventura,
debaixo do meu edredom,
no meu sofá e com minha meia de lã nos pés.
Tomando meu café quentinho,
deleitando-me com o sopro gelado na nuca.

 

Jonathan Cunha

6/9/10

Foto (Afonso Cunha): Desde o Calvário

Publicado Por Aldeia de Castelões às 00:58

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2 comentários:
De Luís Fernandes a 25 de Janeiro de 2011 às 17:46
Claro!
Até nem é para admirar!
Que importa o frio, a neve, a geada; o temporal, o calor ou a fadiga?!
Chega-se a CASTELÕES e até o reumático dá força às pernas, o peito abre-se desafiador dos elementos, e logo se fazem poemas com esta beleza e se tiram retratos com este encanto!
Pudera!
Uma côdea de pão centeio cozido nesse Forno, um carolinho de folar feito por essas fadas, um prato de batatas cozidas, com grelos, uma rodela de nabo, um ovito cozido, uma .... eih, la!... só vamos referir MEIA alheira (que é para não vos darmos «baraço» para nos virdes meter mais raiva!) e um (bem, aqui podem ser dois ou três inteiros) copo, até dá para inscrever no poema, em vez de «meias de lã nos pés», CARPINS.
Ao edredon e ao sofá «chiquérrimos», ai como nós preferimos o regalo de um escano viradinho para uma dessas lareiras!...
Escalfetas, ar condicionado, BRRRRRRRRRRRRRRRR!
Ponde, mas é, um rojãozito no pingue, e uma linguiçazita, no centeio, à nossa espera!
Nós até vos dedicaremos, ao Afonso e ao Johnatan, um poema, declamado na "Salão Nobre do Cruzeiro".
"Soides" capazes?!
«Ósdespois queixende-vos» dos nossos «comentairos»!

Luís Fernandes
De Aldeia de Castelões a 1 de Fevereiro de 2011 às 01:48
O amigo Luís continua a ser um "resistente" da aldeia de Castelões e do blogue. E eu continuo a agradecer os preciosos comentários que estão sempre cheios de muita objectividade, ternura e no meu caso de muita "Inveja". Sim digo isto porque eu não tenho a oportunidade de visitar Castelões como o nosso amigo Luís o faz. E as saudades são sempre muitas.

Um abraço

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