Sábado, 8 de Dezembro de 2007

FORNO COZE 25 ANOS DEPOIS (CAPITULO V)



Caros amigos e conterrâneos, hoje vamos apresentar o ultimo capitulo de uma blogonovela que teve o condão de unir a nossa aldeia à volta de um projecto que não se assistia à muito tempo. Foram de facto varias semanas de emoção e como alguns de vocês próprios nos disseram "terrorismo psicológico" mas no fundo foi uma experiencia que valeu a pena e concerteza se vai repetir no futuro e quem sabe se possa tornar num ritual ao qual "turistas" e não só possam assistir.


Gostaria antes de começar a maratona de fotos agradecer a todos os que participaram no evento sem excepções. Foram corajosos e muito organizados e fizeram-nos muito orgulhosos. Com isso tiveram a sua merecida recompensa não só aqui no nosso blogue, como também o destaque do motor de busca do "Sapo.pt " e a cereja no topo do bolo que foram as câmaras da RTP que seguiram a par e passo todo o desenrolar do evento.


Vamos ficar atentos e curiosos para que outros eventos se venham a concretizar num futuro a curto prazo e com isso um documentário dos mesmos que serão postados no blogue mais tarde.


Vamos lá então as fotos de hoje. Como estão lembrados o pão esta a ser cozido no forno. Para os homens o trabalho estava finalmente terminado (por umas horas) e nada melhor do que deitarem-se no tendal dentro de um forno quentinho e arrancar uma soneca se o tempo o permitisse. Este era um dos rituais dos homens e não era surpresa nenhuma ouvir alguém a "ressonar" no tendal .




Para aqueles menos dorminhocos, também à o que naqueles tempos lhes chamavam "o canto dos homens". Era neste canto que vários homens se aglomeravam e contavam as suas historias uns aos outros em acesas discussões do tipo "a minha terra da mais 2 alqueires de pão do que a tua" ou "as minhas vacas conseguem puxar mais dez sacos de batatas do que as tuas". Tudo claro esta dentro de um contexto de amizade e respeito.




Entretanto como podem ver pela foto as larentas já tinha sido retiradas e a festa lá fora do forno começava . Quanto ao pão já se nota a sua cor tradicional e a sua "côdea" estaladiça, esta mesmo no ponto ideal e pronto para sair e ser consumido.




A Tina nesta foto retira o pão já cozido da pá e com um leve tocar com a mão verifica se o pão "toca a oco". Se tocar a oco o pão esta cozido caso contrario o pão teria de ser posto novamente dentro do forno. De notar na foto o fiel amigo de quatro patas da Tina do lado esquerdo da foto que esta também ele pronto para ver se lhe toca um pedacinho do delicioso pão.




Podemos ver nesta foto o "Mestre Forneiro" no momento em que tira mais um pão da fornada. Por detrás dos bastidores temos a Maria Catarina que recolhia os pães da Tina e os depositava no tendal. Como devem de imaginar os pães saírem muito quentes do forno e não é possível estar com eles nas mãos por mais do que alguns segundos sem que as mãos fiquem muito quentes, dai ser necessário que os pães fiquem algum tempo no tendal para libertarem o seu calor interno.




Entretanto por entre todos os intervenientes as câmaras da RTP não passavam desapercebidas e documentavam o evento tal como era praticado a 25 anos. Queria Aproveitar a oportunidade para agradecer ao Rui Sá o repórter enviado pela RTP para cobrir o evento assim como o David Araújo que foi o "Mestre marografo". Ambos fizeram um trabalho fenomenal quer a nível de entrevistas quer em imagem. O nosso muito obrigado e espero que também eles tenham gostado do que viram e do que provaram.




Nesta imagem podemos ver os pães já bem cozidinhos a descansarem no tendal. Esta é uma daquelas fotos que trás muitas memorias e agua à boca, voltar a ver pão estendido no tendal com aquela bela cor castanha e uma "côdea" grossa quanto baste acompanhado por um tinto da região e uma "lasca" de presunto....ai....ai....ai....ai e mais não digo.




Agora que o pão já arrefeceu o suficiente, era tradição encher o jigo com os mesmos e carregados na cabeça para casa. Hoje é mais um momento nostálgico podermos ver o pão dentro do jigo bem acompanhado pelas senhoras que se encarregaram do seu fabrico desde a massa ate ao produto final.




Entretanto lá fora por debaixo do alpendre a festa já se fazia e todos os presentes tiveram direito a provar o delicioso pão que foi distribuído como irmãos assim como um ou dois copinhos de tinto para acompanhar e confortar as gargantas.




Depois de um delicioso pão o Aníbal ia fazendo a festa com a sua viola e preparava-se assim o terreno para as muitas cantigas que se foram cantando durante o dia e em especial durante a noite.




Mais uma foto de um povo em festa acompanhados mais uma vez pelas câmaras atentas da RTP. O Adolfo Gonçalves ia cantando tudo que é cantiga da aldeia e como não poderia faltar também a marcha de Castelões foi cantada por todos.




Muita emoção , divertimento, alegria  e cantigas foram o mote depois de uma barriguinha cheia de pão e presunto. O povo saiu a rua e celebrou o evento como se de uma festa se trata-se. Na foto podemos ainda ver os muitos copinhos de vinho que afinavam as gargantas pois a noite era ainda uma criança e muitas mais cantigas haveriam ainda de ser cantadas.


Despedimo-nos assim do evento mais popular que a aldeia teve ate ao momento agradecendo mais uma vez a colaboração de todos os participantes que se uniram à volta de um projecto que foi de muito sucesso. Espero sinceramente que tenham todos gostado do que viram e tal como eu fiquem cheios de orgulho pelo que a aldeia organizou para nos termos o privilegio de ver no écran. Desejo a todos um óptimo fim de semana e como sempre para a semana cá estaremos mais uma vez com mais fotos e historia da nossa linda aldeia.

Publicado Por Aldeia de Castelões às 03:38

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4 comentários:
De Afonso Cunha a 9 de Dezembro de 2007 às 21:16
Agora que todo o trabalho está apresentado, aliás , muito bem apresentado , mais uma vês gostaria de apresentar a todos que tornaram possível esta história, os nossos maiores agradecimentos e esperar que se mantenham disponíveis para os próximos capítulos de outras histórias que estão em lista de espera.

O sucesso que "O forno cose 25 anos depois" teve no meio da nossa comunidade e os simpáticos comentários dos nossos visitantes, levam-nos a uma constante actividade.

Um bem haja para todos.
De Luís da Granjinha a 9 de Dezembro de 2007 às 00:49
Nã, Nã, Nã!

Da «próxima vez» isto não fica assim!

Isso era o que vós queríeis!

Nã, nã, nã!

Da próxima vez toda a gente vai ser avisada com tempo - a tempo e horas!
Rádios, Têvês, Jornais e Jornalecos vão anunciar a Data o Programa d e t a l h a d o!
Nas entradas de Chaves vão assentar-se placas com setas a dizer C A S T E L Õ E S - CAPITAL DO CONVÍVIO !

À entrada da FREGUESIA DA SAUDADE, V A L D A N T A , os “”AMIGOS DE CASTELÕES”” recebem um Visto para os distinguir dos «descuidados» que «JÁ» deviam ter olhado mais para e por esses lados do Concelho. (Estão a entender, pois estão?)

Depois de aí chegados, fartados e consolados com essas «fornadas» e os etecéteras coisa e tal (o Alfredinho que se vá preparando), os Castelamunenses que este ano, e no próximo - esses que vêm nas fotos destes capítulos e outros que ficaram escondidos, ou seja, os que aí residem - vão subir ao palco e receber prendas e homenagens por parte dos SORTUDOS (fiquei-vos cá com uma inveja!..) que aí estiveram este ano e de todos quantos aí forem «na próxima».

As Bandas de Música que se vão ensaiando para ver qual delas ganha o prémio de ser convidada para esse dia.

Os Tocadores de Concertina que vão afinando o instrumento e o reportório porque têm de lá estar caidinhos.

A D. Junta e a D. Câmara que ajeitem, como deve ser, a “via rápida” e a “circunvalação” que leva a CASTELÕES; e arranjem um bom Largo para Parque de estacionamento. Se não se portarem bem nem uma côdea se lhes deixa trincar!

Anda pr’áqui constado que «Os de CASTELÕES» andam tão vaidosos «que nem….um chícharro»!
Nem é de admirar outra coisa!

Até este momento já os espreitaram 5. 297 pares de olhos - só por aqui!
Então pela TêvÊ!...

(Sempre que vamos a um Café, levamos a conversa para o Programa/Notícia da RTP: -“Ai sim?, Você conhece?, perguntam logo. «Caímos-lhes» em cima enchendo-os de ignorantes por não conhecerem um dos cantinhos mais bonitos do Planeta. Olham-nos com espanto e nós só lhes dizemos: -“ Vão lá, e depois vejam se têm coragem de nos chamar mentiroso”

Como sabem que nos falamos sempre verdade até se encolhem de arrependimento por nunca terem ido a CASTELÕES.

É-lhes Bem Feita!

E vós, que nos (me) fazeis arregalar mais os olhos do que ao Boby da (D.) Tina (- Pois! Com essa cor prateada-dourada estaladiça a desafiar uma trincadela logo logo à saída do Forno, quem é que não fica com os olhos esbugalhados?!) «««« ides mas pagar, ai ides, ides!»»»».

Aos «artistas» apresentados nas Fotos do Blogue, e , em especial, aos dois maiores embaixadores dessa ALDEIA, (Srs.) AFONSO CUNHA E JOSÉ GONÇALVES, os nossos PARABÉNS pelo sucesso das campanhas que estão a levar a cabo em prol dessa pérola Tamegana.

Que a Fortuna, a Saúde, e a Inspiração vos assistam com abundância.

Ao divulgardes e enriquecerdes a Vossa ALDEIA- CASTELÕES – estais a e engrandecer a ALTA – TAMEGÃNIA - «A NOSSA TERRA»!!

Nós estamos-vos Grato por isso!

Luís da Granjinha


Ps.: esperamos que o amigo «do alto do fragão» nos "fale" aqui de alguma coisa!



De doaltodofragãovosfalo a 10 de Dezembro de 2007 às 00:12
Cá estou eu no alto do fragão ,antes</a> de mais dizer ao amigo luís da granjinha que percebeu o meu comentário construtivo, sim, porque só faço comentários construtivos, exactamente da maneira que eu queria que percebe-se.
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Cá estou eu no alto do fragão ,antes</A> de mais dizer ao amigo luís da granjinha que percebeu o meu comentário construtivo, sim, porque só faço comentários construtivos, exactamente da maneira que eu queria que percebe-se. <BR class=incorrect <a name="incorrect">Tambem</A> eu afiei os dentes a olhar para aquelas larentas , é o melhor casqueiro que alguma vez comi, e se estiver quentinho? com umas lascas de presunto, gota da região a ouvir uma desgarrada? Ficamos entregues a prazeres únicos , que só conhece quem por estas terras anda. <BR>Das fragas do fragão vos saúdo. até breve...
De doaltodofragãovosfalo a 10 de Dezembro de 2007 às 00:41
Amigo luis da Granjinha, ainda bem que percebeu o meu comentário de cariz construtivo.
tambem eu afiei os dentes ao vêr aquelas larentas a tostar no forno, sem dúvida o melhor casqueiro que alguma ves comi.Larenta quente, umas lascas de presunto, gota da região, são os ingredientes necessários para passarmos bons momentos na companhia daquelas gentes.
Um abráço e até breve.

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