Sexta-feira, 7 de Março de 2008

A EIRA DO FORNO



Uma eira fascinante não fosse este o principal largo da aldeia. A eira do forno encontra-se aproximadamente no centro da aldeia bem junto a um dos ícones da aldeia que lhe designa o seu nome o bem já conhecido e centenário "Forno".


Este espaço que é um privilegio ter (já que não à muitas aldeias que se podem orgulhar de ter um igual)  já   passou por tudo um pouco.  Para quem ainda se lembra era neste espaço que tinha lugar o arraial da festa da aldeia. Montavam-se os palanques para as bandas de musica tocar, geralmente em cima de atrelados dos tractores disponíveis pela aldeia e dispunham-nos um em cada lado oposto da eira, ou então o conjunto que vinha tocar geralmente aos Sábados .


Era aqui que tinham lugar os bailes de Domingo, quem é que não se lembra de ir ate há Eira nos Domingos de tarde e ver a malta jovem a dançar e a namoriscar sobre os atentos olhos dos pais e colegas.


Vários são os jogos que hoje ainda se jogam. Desde o jogo da malha à bilharda para os mais novos, aos jogos do fito, patanca e porque não o tradicional Malhão. Nos dias de Inverno servia de campo de treinos para o futebol já que os dias eram curtos e ficava mais perto jogar à bola na eira do que ir ate ao Monte Agudo.


É ainda neste lugar que todos os comerciantes dos vários ramos, vendem os seus produtos e como podem ver na foto deste os tendeiros, aos vendedores de peixe, pão, fruta, congelados e os mais variados produtos este espaço vai servindo para que eles possam estacionar os seus carros e tocar bem alto a buzina, sinal de que algo esta há venda.


Para alem destes e de muitos outros usos que traremos aqui ao blogue aos pouquinhos a eira do forno permaneceu sempre modesta no seu olhar e sempre igual a si própria. Acho que seria formidável se por ventura a junta de freguesia se desse ao trabalho de finalmente dar vida a este belo espaço que como disse anteriormente é único. Para começar talvez seria melhor recolocar a bica de agua no centro da eira fazendo uma rotunda à volta da mesma com um pequeno jardim. Mas o principal seria mesmo ladrilhar a mesma já que ainda hoje nos tempos que correm a mesma é em terra batida e acho que chegou a altura ideal para limpar a sua cara e dar-lhe a dignidade e importância que o espaço merece.


Fica aqui há disposição dos leitores deste blogue a área de comentários para que possam não só dar ideias a cerca da Eira e como preserva-la como também para deixarem as suas memorias de algo que presenciaram ou jogaram ou mesmo dançaram neste espaço.

Publicado Por Aldeia de Castelões às 00:44

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3 comentários:
De Manuel Cabeleira a 9 de Março de 2008 às 15:07
Efectivamente o Afonso aponta o que poderá constituir um obstáculo a uma eventual intervenção que, cuidando da manutenção da traça, pudesse dar um arranjo urbanístico que contribuísse para melhoria do espaço. De facto a eira do forno é pertença de vários proprietários, alguns dos quais já fizeram obras nos edifícios antigos que introduziram arquitecturas que nada têm a ver com o original, ainda evidenciado nas casas que se mantêm intactas do lado Nordeste.
Sem que isto constitua qualquer crítica, é pena que não se preserve o exterior da edificação tão característico deste rincão transmontano, ainda que interiormente se criasse mais conforto e maior modernidade. A eira do forno, como outras ( a do Campino, a do Campo, a da Calheia...) têm o sua designação intimamente ligada às malhadas antigas, sendo normalmente espaços cultivados durante o ano e naquele período do Verão adaptados para a debulha. Lembro que até determinado período, todos estes espaços eram cobertos com bosta de vaca para os tornar quais autênticos terraços, para evitar a perda do precioso cereal (centeio).
De Afonso Cunha a 7 de Março de 2008 às 12:12
Na verdade, a Eira do Forno é um lugar de excelência em Castelões.

Uma intervenção de fundo com obras de beneficiação , parece-me um pouco difícil de concretizar, pelo menos nos anos mais próximos, já que cada metro quadrado da sua área, tem o seu proprietário e por isso ,teria de haver um grande consenso por parte destes e da Junta de freguesia, para que tais obras se realizassem .

Por outro lado, e numa perspectiva conservadora, toda e qualquer intervenção teria que levar em linha de conta a preservação do espaço em termos de originalidade, já que imagens como a que se pode ver em fundo no Post de hoje, são cada vez mais raras.

O que eu gostava mesmo de ver naquela eira, eram as medas do pão, que enquanto esperavam o dia das malhadas, assistiam nas tardes de Domingo, aos bailes que ali se faziam ao som do velho Realejo .
De Jose Goncalves a 7 de Março de 2008 às 20:55
Juro-te que ja nao me lebro no meu tempo das medas de palha.

E sempre julguei que a eira era 'baldio" mas como em tudo na vida vai-se aprendendo sempre algo de novo.

Cumprimentos

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