Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008

SEGADAS E MALHADAS

 

Estão de momento a decorrer na aldeia as tradicionais segadas, que agora são também obrigatoriamente acompanhadas pelas malhadas. Longe vão os tempos em que ranchos de homens e mulheres acompanhados das suas bem afiadas foices e belas vozes faziam dos dias quentes de Verão e um trabalho árduo parecer uma brincadeira.

 

A união criada entre o grupo mantinha-se intacta e o "rancho" lá ia segando os campos e correndo durante o dia as varias terras do agricultor para o qual estavam trabalhando.

 

 

Hoje em dia o agricultor somente tem de estar olhando como as fotos documentam para a máquina a fazer um trabalho que levaria horas e horas ao rancho. No final preparam-se os sacos para receber o precioso centeio e a colheita de uma assentada é toda feita num ápice.

 

Mesmo com os campos acidentados que a nossa aldeia apresenta estas máquinas com a maior ou menor dificuldade vão fazendo o seu trabalho que é simplesmente muito mais eficiente que o trabalho manual.
 

 

No final da segada e malhada, é altura para o enfardamento da "palha" que antigamente servia para vários efeitos sendo o principal de cama nas lojas dos animais. Mais uma vez a utilização de uma máquina puxada desta feita por um tractor vai correndo os campos, apanhando a palha que foi previamente cortada e aos poucos os fardos vão caindo pelo lado posterior da mesma.

 

Mais uma vez o agricultor somente tem de apanhar os mesmos e deposita-los no seu palheiro para o seu futuro uso. Este processo é hoje muito simples se nos lembrarmos das "acarradas" que eram feitas geralmente com duas juntas de vacas durante vários dias por estradões que mal um carro de vacas passava.

 

 

Mudaram-se os tempos e ainda bem já que hoje em dia é muito mais fácil a colheita, embora quando o produto chegue ao mercado não tenha o seu devido valor em termos monetários. Em Portugal e na nossa região Transmontana em especial a mecanização da agricultura é um facto e é mais eficiente, mas ao mesmo tempo o investimento avultado na compra dos utensílios necessários bem como o alto preço dos combustíveis faz com que no final o saldo por vezes seja de "trabalhar para aquecer" o que é pena, dai não ser surpresa ver mais e mais campos sem utilização ou como diríamos em Castelões de "poulo".

 

Não gostaria de finalizar o post de hoje sem fazer referência ao local do qual estas fotos foram tiradas e do qual se trate de "Pedrete".

Publicado Por Aldeia de Castelões às 00:54

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